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20 mai 2001 7 20 /05 /mai /2001 04:00

le 24 mai 2012

 

Transmis par Olga, depuis la Colombie


 

 

 

Pentecostes- a Festa da Liberdade  João 20, 19-23

 

Fundação Bordado A  Mano

 

 

Olga Lucia Álvarez Benjumea  ARCWP  (Jean 20,19-23)

 

 

 

Foi depois da morte de Jesus, na tarde do primeiro dia da semaa.. Os discípulos tinham aferrolhado as portas do lugar onde estavam porque tinham medo dos Judeus. Jesus veio e estava ali no meio deles. Disse-lhes: “ A paz esteja convosco!”

Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria vendo o Senhor.

Jesus disse-lhes de novo:”A paz esteja convosc! !Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio”

 

 

Por ocasião da festa do Pentecostes, pedimos para nos reunirmos a fim de que nos seja explicada a importância desta festa e o que ela tem a ver connosco, mulheres e ex-prissioneiras.

 

O Pentecostes, a festa da liberdade!

 

Gloria, imediatamente depois de ter lido o texto do evangelho de João 20, 19-23, disse-nos: “Perdão, eu tomo a palavra porque se não falo agora…este texto ouvi-o muitas vezes na igreja. Nunca pude participar nem fazer perguntas nem dizer fosse o que fosse.

Mas agora, aqui, neste grupo, sinto que posso participar, falar e partilhar aquilo que constitui problema para mim”

 

Continuou dizendo:”Todas aqui conhecemos o medo, a desconfiança, a dor, o sofrimento, a humilhação, falámos muitas vezes de tudo isto entre nós, esta situação tornou-nos mais humanas, mais compreensivas.

Aceitamo-nos umas às outras sem nos julgarmos, sem apontar o dedo a nenhuma nem dizer mal das outras. Diz respeito a todas o que poderia viver uma de nós, o seu sofrimento dói-nos, apoiamo-nos mutuamente, defendemo-nos, somos solidárias e sobretudo sentimos que somos como uma só!”

 

Enquanto Gloria fala, todas meneamos a cabeça em sinal de aprovação para dar a entender que estamos implicadas naquilo que ela está a dizer.

 

 

 

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“O que eu vou dizer-vos é uma loucura” diz Gisela. Mesmo que os discípulos de Cristo estivessem fechados e com a porta bem aferrolhada, mortos de medo por causa da perseguição que os ameaçava por parte dos Romanos, eu ponho-me no lugar deles em razão do que eu própria vivi e posso compreendê-los a tremer de pavor.”

 

“Eu nunca teria imaginado que este dia – o Pentecostes – que estamos a celebrar  era tão importante e que esta festa teria sentido para nós” disse Dora.

 

 

“ É que o medo faz-nos deixar de ter confiança em nós, paraliza-nos, e não só nos leva a aferrolhar portas e janelas mas ´é como se a alma ficasse mais pequena, como se ela também de fechasse e deitasse a chave fora. Deixamos de ter horizontes, perdemos toda a esperança” ousa dizer Sandra.

 

Mesmo que este dia (o Pentecostes) tenha sido há muito tempo, quero dizer e ouso dizê-lo que aquilo que aconteceu a essas pessoas nessa altura não é uma coisa única. O Pentecostes acontece também hoje e sucede aqui, entre nós, apesar do nosso passado e apesar do facto de sermos mulheres” faz-nos descobrir Marta

 

Reflectir, partilhar e comentar, como estamos a fazer aqui, sentimos que este género de reuniões servem para acabar com o medo e com o temor” diz Mariela.

 

Também nós podemos mostrar ao mundo as marcas que a sociedade, a religião e a vida injusta e desumana deixaram em nós, nos nossos filhos e nas nossas famílias mas Jesus está presente no meio de nós e diz-nos: “ a Paz esteja convosco” João 20, 21.

 

Como é a Festa da Liberdade, é assim que queremos chamá-la mas é também a Festa da Igreja. É uma Festa da Liberdade porque descobrindo a presença do Espírito, Sophia, a Ruah, em nós, sentimos que aumenta a estima por nós próprias, sentimo-nos fortes, recuperamos os nossos sonhos, as nossas esperanças, recuperamos o gosto pela vida, acreditamos em nós mesmas.

Como é a Festa da Igreja, sentimos que participamos verdadeiramente nessa Igreja.

Temos amor e construímos a Igreja , em conformidade com a promessa de Jesus : “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” João 20,21.

 

“A Igreja é construída mas estará acabada? Ela tem o catecismo, as constituições, o direito canónico, a doutrina e o magistério. Mas quanto a nós, qual é a tarefa que nos cabe dentro dela’” pergunta Cenaida.

 

Nora responde-lhe: “ Cenaida, responde tu própria.Não dissemoa nós que queremos uma Igreja acolhedora, que nos proteja, que nos liberte, que nos fale do Deus da Vida e da Ternura, que não nos exclua e que não nos condene  porque somos mulheres?”

 

Apresentaram-me sempre a igreja como a única santa e verdadeira. Que nela há lugar para todose para todas,  ensinaram-me que a palavra católica quer dizer que toda a gente, de forma universal, tem lá o seu lugar mas o que eu vi foi exactamente o contrário. Nós não temos lá o nosso lugar, nós não podemos lá entrar, as divorciadas, as que vivem uma união fora do casamento, as que abortaram, os homossexuais, por isso ontinuo a procurar pois sofri muito em razão das marcas que me ficaram do meu passado. Acredito na Igreja e continuo a esperar que a Igreja na qual fui baptizada seja um dia CATÓLICA em sentido amplo.”

 

QUE TODOS SEJAM UM COMO TU E EU SOMOS UM, PAI,O QUE ELES TAMBÉM VIVAM UNIDOS A NÓS PARA QUE O MUNDO ACREDITE QUE TU ME ENVIASTE .João 17, 21

 

 

                                FELIZ FESTA DO PENTECOSTES!

 

 

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LA FESTA DELLA LIBERTÀ! Giovanni 20, 19-23

FUNDACIÓN BORDADO A MANO : LA PENTECÔTE

Olga Lucia Álvarez Benjumea  ARCWP

 

Era dopo la morte di Gesù, la sera del primo giorno della settimana. I discepoli si erano barricati laddove stavano, per paura degli Ebrei. Gesù venne e era lì, in mezzo a loro,. Disse loro: ”La pace sia con voi!”

Dopo queste parole, fece loro vedere la sue mani e il suo petto. I discepoli furono pieni di gioia vedendo il Signore.

Gesù, di nuovo, disse loro: ”La pace sia con voi!” Così come il Padre mi ha mandato, a mia volta mando voi.”

Nell’occasione della feste della Pentecoste, abbiamo chiesto di riunirci perché ci venisse spiegata l’importanza di quel giorno e in quale maniera tale festa ha a che fare con noi ex-detenute.


La Pentecoste festa della libretà!

Subito dopo aver letto il vangelo (Giovanni 20, 19-23), Gloria ci ha detto: “ Scusatemi se intervengo, perché se non parlo ora… ho sentito  spesso quel testo in chiesa. Non sono mai riuscita a partecipare, ne a porre domande, ne a esprimere qualche cosa. Però, qui e ora, in questo gruppo, sento di poter partecipare, parlare e condividere ciò che, in me, suscita domande.”

 

Prosegue: “ Tutte noi, qui presenti, abbiamo conosciuto la paura, la diffidenza, il dolore, la sofferenza, l’umiliazione; abbiamo condiviso tutto questo, spesso, tra di noi; questa situazione ci ha rese più umane più comprensive. Ci accettiamo le une e le altre senza giudicarci, senza additarci e senza parlar male le une delle altre. Ciò che potrebbe sperimentare  una di noi, ci riguarda tutte; la sua sofferenza ci fa male; ci sosteniamo a vicenda; ci difendiamo, siamo solidali e, soprattutto sentiamo di fare un tutt’uno!”

Mentre Gloria sta parlando, noi altre assentiamo con la testa, per far capire che ci riconosciamo in quel che sta dicendo.

“Quello che sto per dirvi è una follia” dice Gisela. “Anche se il discepoli del Cristo erano asserragliati con la porta chiusa a doppia mandata, stremati dalla paura in seguito alla persecuzione dei Romani, mi metto al posto loro, per via di quello che io stessa ho vissuto: posso sentirli tremare dal panico.”

“Non avrei mai pensato che questo giorno –la Pentecoste- che stiamo celebrando, fosse così importante e che quella festa avesse un senso particolare per noi” dice Dora.

“È che la paura ci fa mancare di fiducia in noi stessi; ci paralizza; non solo ci costringe a chiudere porte e finestre ma è come se l’anima si rimpicciolisse, come se, essa stessa, si rinchiudesse e buttasse via la chiave. Perdiamo l’orizzonte e ogni speranza” osa dire Sandra.

“Anche se è da tempo che questo giorno (la Pentecoste) è avvenuto, voglio e oso dire che quel che è successo loro, in quel momento non è un fatto isolato. La Pentecoste avviene anche oggi e si svolge qui, ora e tra noi, malgrado quello che abbiamo vissuto e malgrado il fatto che siamo donne” ci rivela Marta.

“Riflettere, condividere e commentare, come lo stiamo facendo, sentiamo che quel tipo di incontro ci serve a dare un taglio alla paura e al timore”, dice Mariela.

Anche noi, possiamo mostrare al mondo le ferite che la società, la religione e la vita ingiusta e disumana ci hanno inferto e hanno provocato ai nostri figli e alle nostre famiglie; tuttavia, Gesù si è fatto presente tra noi e ci ha detto: “la Pace sia con voi” Giovanni 20,21.

Visto che si tratta della Festa della Libertà, così come l’abbiamo voluta chiamare, si tratta anche della Festa della Chiesa. È una Festa della Libertà perché scoprendo la presenza dello Spirito, Sophia, la Ruah, in noi, sentiamo aumentare la nostra propria autostima, ci sentiamo forti, ritroviamo le nostre illusioni, le nostre speranze, ritroviamo il gusto per la vita, crediamo in noi stesse. Visto che si tratta della Festa della Chiesa, sentiamo di parteciparvi per davvero a questa Chiesa. Amiamo e costruiamo la Chiesa, secondo la proposta di Gesù: “Così come il Padre mi ha mandato, a mia volta mando voi.” (Giovanni 20,21)

“La Chiesa è realizzata, è davvero compiuta? Possiede il catechismo, le costituzioni, il diritto canonico, la dottrina e il magistero. E noi, Abbiamo una parte da svolgervi?” chiede Cenaida.

Nora le risponde: “ Cenaida, puoi rispondere te stessa alla tua domanda. Non abbiamo forse sentito che vogliamo una Chiesa accogliente, che ci protegga, che ci liberi, che ci parli del Dio della Vita e della Tenerezza, che non ci escluda e che non ci condanni perché siamo donne?”

“Mi è stato sempre detto che la Chiesa è l’unica santa e vera. Che vi è posto per tutti e per tutte; mi hanno insegnato che la parola “cattolico” significa che tutti, in tutto il mondo, vi hanno un posto; però, quello che ho sperimentato è il contrario. Non vi abbiamo posto, non ci possiamo entrare, noi divorziate, noi che viviamo unioni al di fuori del matrimonio, noi che abbiamo abortito, neppure gli omosessuali. Per questo motivo continuo a cercare, perché ho sofferto molto a causa delle ferite che rimangono dal mio passato. Credo nella Chiesa e spero ancora che la Chiesa nella quale sono stata battezzata diventi, un giorno, CATTOLICA nel vero senso della parola.”

CHE TUTTI SIANO UNO COME IO E TE SIAMO UNO, PADRE. CHE ANCHE LORO POSSANO VIVERE UNITI A NOI AFFINCHE TUTTI CREDANO CHE MI HAI MANDATO (Giovanni, 17,21)

 

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BORDADO A MANO FOUNDATION :   PENTECOST

                        A CELEBRATION OF FREEDOM:  (John 20,19-23)


Olga Lucia Alvarez Benjumea  ARCWP


It was after Jesus’ death, evening of the first day of the week. The disciples had locked the doors of the place they were at, because of fear of the Jews. Jesus appears and he was there in their company.  He said to them: “Peace be with you!”

   Having said this he showed them his hands and his side. The disciples were filled with joy upon seeing the Lord.

  Jesus spoke to them again: “Peace be with you!  As the Father has sent me, I also send you.”

 

 

 

  On the occasion of the feast of Pentecost we have requested this assembly in order to explain the importance of this day and what it can mean for us, women released from prison.


 PENTECOST , a celebration of freedom!


Gloria, having just read the text of John 20,19-23, told us: “ Forgive me, I’m speaking up because if I don’t speak now…this passage I have heard many times in church. I was never able to connect, nor ask questions nor say anything at all. But now, here  in this group, I feel that I can be involved, speak and share what questions I might have.”

  She went on to say:” All of us here have known fear, mistrust, pain, suffering, humiliation. We have shared all that amongst ourselves many times. This situation has made us more human, more understanding. We accept one another without judgment, without pointing fingers or speaking ill of others.  We are all concerned here because what one of us might experience, her suffering hurts us all. We support and defend one another, we enjoy solidarity and we feel especially that we are all one together.”

   While Gloria is speaking, the rest of us nod our approval to show that we see ourselves In what she is saying.

   “What I am going to say is madness,” says Gisela.  “Even though the disciples were locked in with the door bolted, deathly afraid of the persecution leveled on them by the Romans, I can put myself In their place, because of what I have lived,   I can almost hear them trembling with panic.”

  “I would have never thought that this day---Pentecost—which we are celebrating here, was so important, and that this feast would have such meaning for us,” said Dora.

   “Fear makes us lose self confidence, paralyses us,  forces us not only to lock the doors and windows, but it’s as if our soul just shrinks, locked in with the key thrown away.  We lose our bearings and all hope’” cries Sandra.

   “Even if it has been a long time since that feast-Pentecost-happened, I want to say, I even dare to say, that what happened to those people at that moment was not a unique experience.  Pentecost is today, and it takes place here with us, in spite of our past and in spite of the fact that we are women,” Marta shared with us.

  “Reflecting, sharing and commenting, as we are doing here helps us feel that groups like this help us put an end to fear and terror.”  This is Mariela speaking.

   “We also can show the world the scars which society, religion, injustice and inhumane treatment have left on us, on our children and our families, but Jesus has become present to us and tells us,’Peace be with you.’”

   “Since it is a feast of Liberty, and that is what we have decided to call it, it is also the Feast of the Church.  It is a feast of Liberty because as we discover the presence of the Spirit, Sophia, Ruah, within us, we feel that our self-worth increases, we feel stronger, recapturing our illusions, our hopes, our taste for life; we believe in ourselves again.  And as it is the Feast of the Church, we feel we are participating truly In this Church.  We love and build this church according to that invitation of Jesus: “As the Father has sent me, I also send you.”

   “The church is being built, but is it finished? It has its catechism, its constitutions, canon law, doctrines and a magisterium. But what about us? Do we have a role to play in all this?” asks Cenaida.

   Nora answers her: “Cenaida, answer that yourself. Haven’t we heard that we want a church which is welcoming, which protects us, frees us, speaks to us of God, of Life, and Tenderness,  which does not exclude us or condemn us because of the fact that we are women?”

     “ I was always taught that the Church was One, Holy, and True. That there is room for everyone, men and women. I learned that the word ‘catholic’ means ‘everybody , universally, has a place in it, but what I have seen is just the opposite.  We don’t have a place in it; we can’t get in if we’re divorced, or living in a union outside of marriage, if we’ve had an abortion or are homosexual.  And that is why I continue seeking, because I have suffered a lot with these scars from my past.  I believe in the Church and I continue to hope that the Church in which I was baptized will some day be CATHOLIC in the truest sense.”

 

     “May they all be one as You and I are one, Father, and may they all live united with us  so that the World may believe that You have sent me.”  Jn 17. 21

 


 


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